
Tocantins - 28 - Uma serpente de quase 2 metros de comprimento, semi-aquatica e com escamas negras e lustrosas não parece o mais discretos dos répteis. Mas o bicho, nativo do cerrado do Tocantins, tinha passado totalmente despercebido da ciencia -- até agora. A criatura acaba de ser descrita formalmente por Francisco Franco e Bruno Betim, do Instituto Butantan, em São Paulo, e por Daniel Fernandes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em artigo na revista científica "Zootaxa", especializada em publicar descrições de novas espécies, o trio batizou o bicho de "Hydrodynastes-melanogigas". Em grego latinizado, a segunda parte do nome significa, não por acaso, "negra e gigante". O bicho não tem nome popular definido, mas "cobra-d'água-preta" seria uma boa escolha, segundo Franco. Isso porque a serpente, a exemplo das sucuris fica muito à vontade em rios e lagos, caçando basicamente peixes e sapos nas bordas e no interior de cursos d'água. A aparencia pode impressinar ou até assustar, mas na verdade não há muito a temer em relação a essas especies. "Ela tem uma saliva um pouco toxica, que pode causar edemas e exigir algum tratamento, mas nada sério. O sistema de produção e inoculação de veneno dela é bem simples", explicou Franco, no Butantan ao G1.

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