
Brasília - 20 dez - O presidente Luís Inácio Lula da Silva afirmou na manhã desta quinta-feira (20) que o Estado não cederá na transposição do rio São Francisco, independente de manifestos ou da greve de fome do bispo d. Luiz Flavio Cappio. "É o projeto mais humanitário do meu governo. Entre a greve de fome e os 12 milhões de nordestinos que serão beneficiados pelo projeto, eu fico com os 12 milhões que serão beneficiados", disse durante café da manhã com jornalistas no Palacio do Planalto. Segundo Lula, só quem sofreu as dificuldades da seca sabe o que como é importante a transposição das águas do rio São Francisco e que o governo cumpriu todos os acordos feitos previamente para a obra. "Só quem carregou lata d'água na cabeça e viusua cabrinha morrer sabe o que é o problema da seca. Tem que acabar com a indústria do caminhão pipa", comentou ao ser questionado sobre o tema. O presidente falou aínda que o Estado não pode ficar a mercê desse tipo de pressão, como a greve de fome do bispo. O presidente disse que é contra a greve de fome, mesmo tendo adotado mesmo procedimento na década de 80, quando ficou preso em São Paulo. Porém, lembrou que foi convencido por d. Claudio Hummes a parar com o jejum. Lula disse que ficou seis dias de greve, tomando água com sal

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