
Natal - Rn - 16 dez - Eu estive lendo um artigo feito por Arlindo Freire, sobre gente do Vale do Assu. O fato é histórico e aconteceu lá pelo ano de 1925. O caso enfoca os pais de Manoel Rodrigues de Melo (jornalista, historiador, escritor, pesquisador e professor, etc), nascido em 1907, da cidade de Pendência. Seu pai perdeu tudo o que já havia construido e teve que abandonar tudo, inclusive a casa de residencia, tomada por um agióta. Manoel Rodrigues, de pouca idade, 18 anos, teve que abandonar tudo e sair do lugar em direção de Currais Novos. A fazenda do seu pai era conhecida como Fazenda Queimada, tomada por Olivério Fernandes, que forneceu o dinheiro para os Rodrigues de Melo plantar e colher algo que pudesse dar, em seu sítio. Como foi uma época de seca, os Rodrigues não colheram nada. Sem meios, a familia ficou sem terra, lagoas, carnaubal, algodão e outros meios de sobrevivencia. O produtor Manoel de Melo de Andrade Filho teve que sair, junto com a sua família. Era a miséria total. Arlindo Freire se baseou para contar essa história nos livros que escreveu Manoel Rodrigues de Melo depois de algum tempo quando esse já não dependia de tal situação. Já em outro local, Manoel Rodrigues escreveu a história vivida por ele e por sua família, coisa nunca revelada por nenhum historiador dos acontecimentos do Rio Grande.. Manoel Rodigues teve de sobreviver trabalhando 14 horas por dia em um armazem, em Currais Novos. Mesmo assim, ele fez o segundo grau, sem recursos, vestuario e saude. Arlindo Freire vai mais além sobre a história de Manoel Rodrigues, retratando tudo em mínimos detalhes. Disse o autor, que, apesar do sofrer, Manoel Rodrigues não para de gargaalhar por sua maneira de ser. Foi Manoel Rodrigues que arcou com a construção da Academia Norte-riograndense de Letras, já em Natal, quando a vida lhe sorrio menos amarga. Isto aconteceu do ano de 1951 e que foi um desafio para a sua própria vida. O homem não contou com o apoio de ninguem, e pagou do seu salário aos trabalhadores da obra. Em seu artigo, Arlindo Freire descreve todo o esforço de Manoel Rodrigues para se ter um futuro melhor aos que vieram depois. Com toda a sua natureza de um homem que só apenas sabeu viver ele, Manoel Rodrigues de Melo, morreu aos seus 88 anos.

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