domingo, 16 de dezembro de 2007
Um criador de Causos
Natal Rn - 16 dez - Pouco tempo tempo falta para se lembrar da vida de Celso Dantas do Silveira, o Celsito, como dizia João Batista Machado, jornalista também e, no tempo, assessor de Impresa de José Agripino, hoje Senador da Republica. Eu encontrei Celso, uma das últimas vezes, em Juazeiro do Norte, comendo sardinha. Gordo que não cabia mais no tamborete da mesa, ele teve surpresa de me ver alí. E eu também. Celso era professor de jornalismo da antiga Faculdade "Elói de Souza" e, posteriormente, da UFRN. Gozadão, era ele alguem que se afobava por qualquer coisa, apesar de em seguida falar com a pessoa como se nada tivesse ocorrido. Certa vez, Airton Bulhões chegou na redação da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, sem matérias e nem sabia o que fazer. Airton é jornalista. Então, Celso já estava como se fosse uma braza, cobrando matérias de Airton. Foi aí que o reporter disse: "Mas Celsito, alí tem um bar que é uma coisa de louco. Vamos lá, vamos!". E Celso respondeu:"Estou trabalhaaando...Ô meu Deus....Será possivel? ..Tá bom. ...Vamos.."..E me entregou a responsabilidade de fechar o boletim de notícias. Naquele dia, de Celso, só Deus sabe. Eu conheci Celso, quando ele me chamou na Asessoria de Imprensa, me tirando da Secretaria de Educação. Ele comandava um batalhão enorme de repórteres. Bulhões, Jomar, Gualberto e sei lá mais quantos. E começei a trabalhar sob sua orientação. Com o passar dos dias, nosso circulo de amizade se estreitor a ponto d'ele ficar em casa, de ressaca, e pedir para que eu fechasse o boletim de noticias. Esse era o tempo do prefeito Vauban Bezera, quando a administração estava fora do prédio original, frequentando um sobrado da avenida Prudente de Morais, junto ao Clube ASSEN. Era alí foi que começamos a trabalhar e eu a conhecer de perto o homem Celso. Ele sempre falava em Miriam Coeli, esposa que nunca esqueceu ao longo de sua vida, quando ficou viúvo.Eu tive a oportunidade de vê e conversar por diversas vezes com Miriam. Com sua voz calma, ela falava como se já conhecessemos à longos anos. E Celso mostrava o seu acervo de coisas velhas bem feitas: chaves, ferro de engomar, pilão e coisas mais. O tempo passou e Celso abadonou a bebida. No tempo que assumiu um prefeito ligado a Aluizio Alves, ele se afastou, pois dizia não trabalhar para os Alves. Do seu emprego, fiscal de rendas, ele tirava o seu sustento. Poeta assuense, Celso tirava versos de coisas simples da vida. Costumava dizer que existiam casos e causos. Ambos, diferentes. Garlhava como uma criança. E fazia um gesto ofegante quando estava a trabalhar. Celso Dantas da Silveira. Nem tudo o que se possa dizer, será capaz de te contar. Morrestes aos 75 anos, no dia 02 de janeiro de 2006. Uma saudade que não morre.
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