Natal - Rn - 12/12 - Em um dia como hoje falece João Severiano da Camara. agropecuarista, industrial e comerciante. O seu nome, até bem pouco tempo marcava o municipio de Baixa Verde que voltou a ter seu nome original. João Camara nasceu em 08 de março de 1895, no municipio de Taipú, vizinho a Baixa Verde. Filho de Vicente Rodrigues Câmara e de Maria Rodrigues Câmara, ele teve uma educação primária e nem por isso deixou a sua vocação de político. Com apenas 19 anos, João Camara migrou para o lugar que se chamava Mato Grande e que, com o tempo se chamou Baixa Verde, cidade que foi reconhecida em 1928, com um população de 30 mil habitantes. João Camara era pobre mas de grande interesse em progredir. Sem nada para fazer, ele foi trabalhar, em 1914 em uma mercearia onde a freguesia era tão somente de gente da estrada de ferro. Porém, outras pessoas que já residim ali, também faziam suas feiras semanais. Daí em diante, João Cãmara procurou a crescer. Em princípio, foi funcionário da Rede Ferroviária que teve um grande progresso da região de Baixa Verde, uma vez que não havia outro tipo de transporte. Foi, então que ele começou a criar gado. Umas poucas cabeças em um sítio que ele havia comprado.E nesse sítio iniciou o plantiu de algodão. Daí para o sucesso foi um salto.Por ser fluente ao falar, ocupou cargos públicos, chegando a ser eleito Deputado Provincial, em seguida. João Camara abriu 600 quilômetros de estradas para escoar a sua produção de algodão, no ano de 1917, em terras tomadas de gente que mantinha as suas dívidas para com ele, dando por empenho os terrenos. No ano de 1940, João Camara, ja eleito Prefeito da Cidade, começou o plantio do agave, matéria de grande aceitação no comércio exterior. para onde ele vendia. Recurso, ele obtinha de empéstimo no Banco do Brasil, o que lhe rendia um capital vultuoso. Em Natal, construiu uma grande fábrica de beneficiar o agave, empregando centenas de pessoas. A sua fábrica ficava em frente ao Campo de Futebo "João Camara", no bairro das Rocas. O tempo passava e veio o ano de 1947, quando ele se elegeu Senador da República, cargo que ocupou por muito pouco tempo. A doença da qual sofria, o diabete, lhe tirou a vida no dia 12 de dezembro de 1948, com apenas dois anos de mandato e sem nenhum pronunciamento feito. João Camara morava em uma residencia por ele construída, na avenida Hermes da Fonseca, hoje, sede do IIIº Distrito Naval. Sua esposa, Maria Câmara, uma mulher de pequeno porte, totó no cabelo, ficou com toda a dívida por ele deixada. Sem nada mais a fazer, dona Maria Câmara entregou a casa aao Banco do Brasil e foi morar numa casinha existente na rua Princesa Isabel, pagando aluguel. Todo o seu patrimônio ficou para cobrir os empréstimos que o marido fizera. Assim, terminava um sonho de alguém que teimava em progredir.